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Domingo 25 Septiembre 2022

28 e 29 de Novembro de 2022Fundação Mário Soares e Maria Barroso, Lisboa

Apesar da crise que afeta a sua Imprensa, Portugal ocupa hoje o 7º lugar no ranking Mundial da Liberdade de Imprensa da ONG Repórteres Sem Fronteiras. Esta honrosa posição oculta situações de precariedade laboral. E contrasta com um passado marcado por censura e outras restrições à produção e difusão de informação e entretenimento.

De acordo com a Freedom House, a liberdade está em declínio e as instituições democráticas sob ataque. Ser jornalista ou simplesmente defender a liberdade de expressão significa, muitas vezes, ser alvo de represálias, preso ou correr perigo de morte. Ilustrativo de que as condições estão “cada vez mais adversas”, é a atribuição do Nobel da Paz a dois jornalistas em 2021. Não deixa, no entanto, de ser igualmente um sinal da relevância da profissão na atualidade, porventura mais do que nunca.

Entre antigas e novas, as ditaduras dominam mais de um terço do mundo (Pinto, 2021). Após décadas de democratização a nível global, uma nova vaga de “autocratização” confunde-se com uma erosão lenta e gradual dos regimes democráticos (em vez de derrubes abruptos) (Pinto, 2021).

O revisionismo faz parte da retórica populista, evocando-se um heartland enquanto território da imaginação em direção não ao futuro (como a utopia) mas ao passado, numa “tentativa de construir o que foi perdido pelo presente” (Taggart, 2000). Os jornalistas são agora, muitas vezes, acusados de pertencerem à “elite corrupta” inimiga do povo (Engesser et al, 2015). O ex-presidente americano, Donald Trump, por exemplo, acusou-os de serem produtores de “fake news”, fazendo escola a confusão entre factos reais e “factos alternativos”, entre verdade e conveniência. Minar a confiança no jornalismo contribui para desgastar os alicerces da própria democracia.

Velhas censuras e autocensuras têm-se vindo a impor, tantas vezes em nome da defesa dos direitos humanos, sob a forma de “cultura de cancelamento”. A desinformação, para além de arma que alimenta a intolerância e polarização política, tornou-se num negócio lucrativo. A poluição informativa é um dos maiores problemas da atual sociedade digital, sendo simultaneamente um desafio e uma oportunidade para o jornalismo.

Compreender o passado pode ajudar os cidadãos a ler melhor o presente e a evitar/combater derivas autoritárias. Importa, por isso, debater estas questões, confrontar realidades e contextos históricos distintos, criando dinâmicas de debate a partir das investigações que têm vindo a ser desenvolvidas.

Assim, as relações entre os vários campos da comunicação (Jornalismo, Publicidade, Propaganda, Relações Públicas, etc) e o campo político são o mote para o II Seminário de História da Comunicação, promovido pelo GT de História da Comunicação da SOPCOM, que pretende ser um espaço de partilha e discussão de conhecimentos, privilegiando a perspetiva histórica, independentemente da época em estudo. Neste sentido, aceitam-se propostas de comunicações que se enquadrem nos seguintes eixos temáticos, tendo em consideração a sua pertinência, originalidade e qualidade:

Eixos temáticos:

  1. História das profissões da comunicação (biografias; delimitação de fronteiras do campo profissional; deontologia…);
  2. História dos media (jornais, revistas, agências noticiosas, rádio, televisão, livros, cinema, meios digitais…);
  3. História empresarial da comunicação e das condições de produção (consumo, literacias, tecnologia, regulação…);
  4. Discursos dos media (sobre acontecimentos, figuras, fenómenos sociais…);
  5. Perspetivas internacionais e comparadas no âmbito da história dos media.
  • Prazo para submissão de propostas:15 de outubro de 2022
  • Prazo para inscrições:31 de outubro de 2022
  • Os resumos devem ter no máximo 350 palavras, incluindo o título da comunicação, e até 4 palavras-chave, bem como uma biografia resumida(150 palavras) do(s) autor(es), incluindo a filiação institucional e endereço de e-mail. Os resumos devem ser enviados para: Esta dirección de correo electrónico está siendo protegida contra los robots de spam. Necesita tener JavaScript habilitado para poder verlo.
  • Cada autor só pode apresentar no máximo duas propostas de comunicação (ou três se pelo menos uma for em co-autoria).
  • As comunicações têm a duração máxima de 15 minutos, realizam-se em formato presencial, na Fundação Mário Soares e Maria Barroso, em Lisboa (apenas participantes que se encontrem fora do país podem apresentar a comunicação em formato não presencial), podendo ser apresentadas em português, espanhol ou inglês.

Organização: GT História da Comunicação da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação | https://iiseminariodehistoriadacomunicacao.wordpress.com/